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Grávidas com pré-eclâmpsia podem desenvolver doenças cardíacas

Publicada em 26/08/2017 ás 13:26:19

 De acordo com pesquisadores da Mayo Clinic, as grávidas diagnosticadas com pré-eclâmpsia, além de lidarem com os perigos que a condição provoca na gravidez, ainda correrão maior risco de desenvolver alguma doença cardíaca potencialmente fatal mesmo décadas depois do parto.

A descoberta revelou que mulheres com histórico da doença são mais propensas a enfrentar a aterosclerose – quando há o endurecimento e estreitamento das artérias - anos após darem à luz.

"Descobrimos que a pré-eclâmpsia continua perseguindo as mães muito depois do nascimento de seus filhos", explicou a Dra. Vensa Garovic, que trabalha na divisão de Nefrologia e Hipertensão.

Para ela, a boa notícia é que é possível usar as descobertas para aplicar intervenções anteriores para fatores de risco antes da doença cardiovascular se manifestar.

Pré-eclâmpsia

A condição, que afeta de 5% a 10% das gestantes, embora seja comumente detectada 20 semanas após a gravidez e tenha a pressão arterial elevada como principal sintoma, em alguns casos, os sinais talvez nunca se manifestem e a doença seja fatal durante o parto, pois aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC) da mãe.

Pode ocorrer de repente ou se desenvolver devagar. A doença, que se caracteriza por um quadro de hipertensão arterial e de proteinúria – pedras de proteínas no rim – pode acontecer por conta de problemas desenvolvidos dos vasos da placenta no início da gestação durante sua implantação no útero.

Segundo o novo estudo, mesmo com o controle da doença, sérios impactos em relação à saúde da mulher provocar a aterosclerose, que é a principal causa de ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e doenças cardiovasculares.

Os responsáveis pelo trabalho usaram registros de saúde do Projeto de Epidemiologia de Rochester para identificar 40 mulheres em fase de pós-menopausa com histórias de pré-eclâmpsia e compararam com 40 mulheres com pressão arterial normal durante a gravidez.

Além dos exames de sangue, os médicos analisaram a espessura das paredes da artéria.

Eles puderam constatar que as mulheres que tinham antecedentes da doença apresentavam paredes de artéria significativamente mais grossas do que as que não tinham o histórico.

"Mesmo sem histórico de eventos cardiovasculares, as mulheres que tiveram complicações causadas pela condição enfrentaram um maior risco de aterosclerose décadas depois durante seus anos de pós-menopausa", disse o Dr. Garovic. No entanto, novas análises estão sendo feitas para aperfeiçoar as informações reveladas sobre os efeitos das doenças nas grávidas.

 

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