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SSP registra queda em número de roubos a ônibus, bancos e veículos na Bahia

Publicada em 28/12/2017 ás 09:13:42

 

Os crimes contra o patrimônio, considerados os responsáveis por diminuir a sensação de segurança na população, estão entre as principais diminuições de 2017. Em todo o estado, os números de assalto a ônibus, banco e veículos sofreram quedas substanciais em relação à 2016. Os números parciais até 25 de dezembro foram apresentados na manhã desta quarta-feira (27), no Centro de Operações de Inteligência – 2 de Julho.

Dados indicam que o percentual de veículos coletivos caiu 2,1% entre o ano passado e este ano, saindo de 2.620 para 2.565. Já o número de roubo a bancos saiu de 115 para 106 neste ano, uma variação de -7,8%, entre tentadas e consumadas. Já o número de roubo a carro caiu 7,9% (6.140 casos em 2016 contra 5.652 em 2017) e furto, -4,8% (1.618 ante 1.540).

“Esses índices não representam só números frios. Eles indicam os esforços dos nossos profissionais da segurança, de nossas operações, bem como de todo o investimento e tecnologia que nós temos feito ao longo dos últimos anos”, ressaltou o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa.

Meta de 2017, redução de CVLIs no interior foi de 8,8%

Na Bahia, os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) – homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte – também tiveram queda em comparação com o ano passado. Enquanto 2016 foram contabilizadas 6.563 mortes, este ano, no estado, o índice baixou para 6.200, representando a preservação de 363 vidas. O maior destaque foi registrado no interior do estado, onde os crimes violentos tiveram baixa de 8,8%. A RMS também teve queda de 1,3%.

“Essa foi a nossa principal meta para 2017, reduzir os índices de crimes violentos no interior do estado e na RMS, regiões que no ano passado fecharam em alta”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa. Em Salvador, que apresentou reduções consecutivas nos últimos anos, o índice de CVLI foi considerado estável, sendo registrado um acréscimo de 2,77%, 37 casos a mais que o ano passado.

Segundo o secretário, o grande desafio continua sendo o combate à atuação das quadrilhas de tráfico de drogas, principais responsáveis por cerca de 70% dos CVLIs cometidos no estado. “Enquanto o Brasil não tiver um Plano Nacional de Segurança Pública que combata na nascente a entrada de drogas e armas no país, as quadrilhas vão continuar tendo as inserções que têm hoje em todos os estados federativos”, destacou.

Quadrilhas sofreram grandes desfalques com apreensões de drogas e armas

Mais de 16 toneladas de drogas apreendidas, aumento de 285% no número de fuzis retirados das ruas, entre outras armas de grosso calibre, foram resultados da intensificação das ações integradas das polícias Militar e Civil.

Muitas delas também tiveram a participação efetiva das Polícias Federal e Rodoviária Federal. A Força-Tarefa da SSP e a Superintendência de Inteligência, segundo o titular da SSP, também tiveram papéis predominantes para o alcance dos índices.

O ano também teve mantido em alta o número de presos em flagrantes – 20.710 no total - e de cumprimento de mandados de prisão, 3.998 casos. “O caminho para 2018 é ampliarmos as ações integradas, com troca de informações, e continuarmos transformando o modo de agir da polícia baiana”, concluiu Barbosa.

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