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Direção do Hospital Clériston Andrade confirma morte de paciente com leishmaniose

Publicada em 26/01/2018 ás 23:41:50

 

A direção do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) confirmou na tarde desta sexta-feira (26) que o agente de portaria, Antônio César da Silva, 34 anos, que residia no distrito de Maria Quitéria, morreu nesta madrugada, vítima de leishmaniose. Ele estava internado desde o último dia 17 no hospital e não tinha um diagnóstico preciso. A doença só foi confirmada depois de resultados de exames do Laboratório Central da Bahia (Lacen). A informação foi dada pelo vice-diretor médico do HGCA, Aurélio Sciarretta Júnior.

O médico informou que Antônio César já vinha sentindo alguns sintomas e recebeu atendimento em policlínicas da cidade, desde o final do mês de novembro, sem obter resultado. Dr Aurélio Sciarretta Júnior esclarece que os sintomas da leishmaniose são parecidos com os da Dengue, Febre Tifóide e até Turbeculose. Os sintomas são febre intermitente, dores no corpo, falta de apetite, emagrecimento, entre outros. Segundo o médico, o tratamento é feito inicialmente com medicamento sintomático.

O médico Aurélio Júnior informou que o paciente ao dar entrada no Clériston Andrade no último dia 17, estava em estado grave, com os olhos amarelados, o que demonstra que o fígado estava sendo agredido. Além disso, ele estava com falta de ar, estomago distendido e pernas inchadas. “O olho amarelo significa problema no fígado, a perna inchada é problema renal e o sangramento gengival e nasal, é causado pela doença”, esclarece.

Ainda de acordo com o médico, a doença só pode ser diagnosticada por exames de medula óssea, o que, de acordo com ele foi feito, mas o resultado demorou, ficando pronto somente na última quinta-feira. Dr Aurélio informou que até na última quarta, o paciente estava bem. “Conversei com ele, examinei e estava bem, inclusive teve alta da sala vermelha e foi para enfermaria. Na madrugada de quarta para quinta, começou a apresentar desconforto respiratório e o sangramento nasal voltou a acontecer. Com isso, ele necessitou voltar a sala vermelha”, relatou.

O médico Sciarretta Júnior destacou que a doença não é transmitida nem pela mordida do cachorro e nem de pessoa para pessoa e sim pela fêmea de um mosquito pequeno conhecido como ‘palha’. “O mosquito tem hábitos diurnos, de 7h as 10h, e vespertinos, de 4h as 19h. “O cachorro infectado com calazar é picado pelo mosquito, que até então é sadio, e a fêmea vai se infectar e depois pica a ser humano, transmitindo a doença”, explicou.

 

O vice-diretor do Clériston esclareceu que a doença leishmaniose é quando é no ser humano, enquanto que no cachorro é chamada de calazar.

Fonte: Acorda Cidade

 

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